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quinta-feira, 5 de julho de 2012

UNIFICAÇÃO POLÍTICA NA AMERICA DO SUL, CAMINHO SEM VOLTA

Este cara junto com o baixinho Celso Amorim fizeram uma politica construtiva que esta fazendo o diferencial na américa e a postura nesta entrevista é clara que o brasil segue líder nas negociações mas deixando cada pais ser ele mesmo, numa corrente que se os vizinhos estão bem todos podemos fazer bons negócios, se alguém incluindo ai o brasil descumprir as regras está fora, como está claro na posição atotada pelo Mercosul e Unasul, foram suficientes para que ninguém mais reconhecesse o paraguai isto demonstra a seriedade com que é tratada estas instituições, onde não tem um líder somente e a presidência é rotatória e são acordos de longo prazo onde as pessoas passam mas o pais permanece protegido pela democracia.
esta entrevista é uma versão (praticamente oficial) da história atual vivida pela américa latina e o brasil tem papel importante na pacificação da região e uma aproximação com américa central tendo o mexico como impulsor da aproximação com o Mercosul e Unasul seria benéfica para todos inclusive os EUA que se beneficiariam com a diminuição da imigração, se um pais vai bem porque ir embora?

Pena que esta entrevista não será divulgada desta maneira na imprensa PIG.

publicado em 5 de julho de 2012 - http://www.viomundo.com.br/politica/marco-aurelio-garcia-e-um-processo-de-luta-interna-mas-estao-querendo-que-o-brasil-pague-a-conta.html

Decisão do ingresso da Venezuela no Mercosul foi por 3×0

Em entrevista concedida nesta terça-feira à Carta Maior, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, analisa o momento de tensão política vivido na América do Sul após a destituição de Fernando Lugo da presidência do Paraguai, a suspensão deste país do bloco e o ingresso da Venezuela. Marco Aurélio Garcia manifestou surpresa com as críticas do chanceler uruguaio a essa última decisão. “Ele estava lá e poderia ter sido enfático nisso, ou então se dissociar. O dia que eu quiser me dissociar de uma política da presidenta Dilma, eu pego o chapéu e digo “olha, não estou de acordo, vou embora”.

por Vinicius Mansur, em Carta Maior

Brasília – Em entrevista à Carta Maior, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, analisa o momento de tensão política vivido na América do Sul após a destituição de Fernando Lugo da presidência do Paraguai, passando ainda pelas eleições no México e pela saída de Samuel Pinheiro Guimarães do cargo de alto representante do Mercosul.

O ministro defendeu a importância da cláusula democrática em uma região que já foi tão massacrada por ditaduras, traçou paralelos entre a queda de Lugo e a derrubada de Manoel Zelaya da presidência de Honduras e apontou os esforços de isolamento das forças anti-democráticas no continente.

Garcia ainda rechaçou as críticas pela incorporação da Venezuela ao Mercosul e rebateu as declarações do chanceler uruguaio sobre uma suposta pressão brasileira. “É um processo de luta interna, mas que estão querendo que o Brasil pague essa conta”.

Qual o significado geopolítico da destituição do Fernando Lugo?

Antes de um significado geopolítico tem um significado democrático. O processo que foi utilizado para destituí-lo está eivado de irregularidades do ponto de vista de normas civilizadas de direito. Ele teve menos de um dia para se defender. As acusações são absurdas e carecem de provas. Então, há uma grave infração daquilo que se pode chamar de estado democrático de direito. Não adianta dizer que a Constituição permite. O Código Penal diz que se você está acusado de matar uma pessoa, de roubar, etc, você pode ser processado, mas tem um ritual processual, ritual que não é para postergar o exercício da Justiça, mas para garantir que o exercício da Justiça será feito.

Na medida em que os países se associaram no Mercosul, isso passou a ser um problema do Mercosul. Quando nós criamos a chamada cláusula democrática, primeiro no Protocolo de Ushuaia I, que foi o que nós evocamos no caso, e depois o de Ushuaia II, que nós só não evocamos porque não está referendado nos Congressos, o que nós queríamos criar era um conjunto de salvaguardas que permitisse que o nosso funcionamento democrático dentro do Mercosul.

O Mercosul não é só uma associação econômica, comercial, é também política. Por que nós e os outros países nos demos isso? Porque queríamos que a nossas atividades econômicas, comerciais, culturais, etc, estivessem cercada de determinados princípios políticos. Isso é particularmente importante numa região que sofreu ditaduras, prolongadas ditaduras, o Paraguai a mais de todas. Ditaduras não só prolongadas, como cruéis.

Há pessoas que dizem: “ah, vocês estão se imiscuindo na vida do Paraguai”. Não, o Paraguai é que se imiscuiu na vida do Mercosul, o Paraguai é que contrariou normas que ele mesmo tinha aceito. Por isso que eu digo, antes de ser uma questão geopolítica, é uma questão essencialmente democrática.

E do ponto de vista geopolítico?

Nós rompemos com o critério passado de ter alguns países da região dentro do nosso, entre aspas, campo. Quando, por exemplo, Itaipu foi construída para suprir um problema energético do Brasil, também era uma jogada geopolítica dos militares brasileiros, aceita pelos militares paraguaios, que era uma espécie de política de contenção com a Argentina.

Com o advento da democracia e com a evolução dos quatro países esses velhos esquemas geopolíticos desapareceram. Nós, ao invés de termos uma política de contenção, ou uma política de submissão do Paraguai, de associação hierárquica, queremos ter uma política de associação solidária.

O destino da região não pode ser assumido por um país, ele tem que ser compartilhado por todos os países da região, por isso o princípio de cada país um voto, por isso os países têm capacidade de veto, por isso as decisões têm que ser consensuais, etc. O problema é que o Paraguai se retirou desse consenso. Não adianta só eles acharem que fizeram tudo numa boa, a questão é que os outros três não acham isso.

O senhor vê paralelo entre o que aconteceu com o Manuel Zelaya em Honduras e agora com o Lugo no Paraguai?

Tem paralelo. Os dois presidentes estavam indo para o fim do mandato. Para que retirá-los? Para que, uma vez que não havia argumentos consistentes? A retirada do Zelaya foi mais violenta, ele foi retirado de pijama, posto num avião e enviado para a Costa Rica.

No Paraguai a decisão foi tomada pelo Congresso, em Honduras pela Corte Suprema com o emprego direto das Forças Armadas. Se o Lugo tivesse dito que não aceitava a decisão, talvez eles procurassem utilizar as Forças Armadas, mas de qualquer maneira tem uma atipicidade em relação aos processos de destituição presidenciais anteriores.

O senhor vê uma contra-ofensiva de direita para recuperar o território perdido no continente nos últimos anos?

Eu diria que há um deslocamento da direita no território, mas das forças anti-democráticas de uma maneira geral. Nós conseguimos constituir a Unasul, para citar um exemplo. No Mercosul os governos tinham afinidade política maior, ainda que nós tenhamos convivido, no governo Lula, com governos que não podiam ser caracterizados de esquerda, vamos citar o caso do Batlle no Uruguai e do Nicanor no Paraguai. O convívio era muito bom e conseguimos avançar porque nós nunca ficamos cobrando certidão de ideologia de ninguém.

Esse mesmo critério foi levado para a Unasul. É claro que há a existência de governos progressistas, ainda que muito diferentes entre si, mas nós conseguimos estabelecer níveis de apoio, inclusive com governos que poderiam ser caracterizados como de direita e centro-direita, Colômbia no período do Uribe. Conseguimos que a Colômbia estivesse na Unasul e inclusive compartilhasse uma coisa importante naquele momento que foi o acordo com o Conselho de Defesa Sulamericana.

Por quê? Porque os países avaliaram que a integração era uma coisa importante e que as cláusulas democráticas, que valem tanto para a Unasul como a para o Mercosul, ainda que com formulação distintas, seriam respeitadas.

Quero chamar a atenção para o fato de que a exclusão do Paraguai não se deu somente pelo Mercosul, se deu por unanimidade pela Unasul e aí tem governos que não podem ser caracterizados como governos muito afins do ponto de vista político-ideológico. Então, esses são os problemas que estão sobre a mesa hoje.

Há no horizonte alguma possibilidade de novas sanções a serem tomadas com o Paraguai?

Acho que essas sanções são suficientes. Nós fizemos uma clara opção para não impor sanções de natureza econômica porque elas penalizam basicamente as populações. Os governantes sempre encontram um jeito de resolver os seus problemas. E esses governos são transitórios. O governo atual no Paraguai vai durar mais um ano e um mês, em abril do ano que vem o Paraguai terá a oportunidade de refazer o sistema político. Nós não queremos dizer quem é que tem que ser presidente do Paraguai, nem que força tem que ser hegemônica. Nós temos que ver simplesmente se o processo vai ser equilibrado, democrático. Nós já convivemos com governos do Paraguai que não tinham uma proximidade tão grande conosco.

A possibilidade da volta de Lugo ao poder está descartada?

O Lugo é uma referência na política paraguaia, agora isso é problema dos paraguaios, eles é que vão ter que definir.

A entrada da Venezuela foi criticada, com base inclusive na posição do chanceler uruguaio, sobre uma suposta pressão do Brasil para essa entrada. De outro lado, acusaram o Brasil de criticar um autoritarismo no Paraguai enquanto admite um regime “autoritário” no Mercosul. Como o governo recebe essas críticas?

Em primeiro lugar é bom ter claro que o ingresso da Venezuela no Mercosul foi aprovado pelo Congresso brasileiro, pelo argentino e pelo uruguaio. Acho que o uruguaio foi o primeiro a aprovar, pelo menos primeiro que o Brasil foi. Portanto, não me venham dizer hoje que é indesejável a presença deles. Uma pessoa pode achar, um partido pode achar, tudo bem, agora, os canais que decidem isso nos três países aprovaram.

Segundo, o Paraguai está suspenso das esferas políticas do Mercosul, portanto ele não é mais voto. Antes éramos quatro votos, agora somos três e os três se puseram de acordo em torno disso. Quarto, acho insultante em relação ao presidente Mujica dizer que ele foi na conversa da presidenta do Brasil ou da Argentina. O presidente Mujica é um homem de extraordinária sensibilidade e experiência política, viveu as circunstâncias mais difíceis, tem um currículo impecável, então, acreditar que ele seria leniente no que diz respeito a uma decisão de natureza tão importante quanto essa é insultuoso a ele. Eu tive oportunidade de conversar com ele e o encontrei muito tranqüilo. E ele disse “essa decisão nós tomamos, eu assumo plenamente a responsabilidade disso”.

Então, nos surpreendeu muito a posição adotada pelo chanceler Almagro, que estava lá e poderia ter sido enfático nisso, ou então se dissociar. O dia que eu quiser me dissociar de uma política da presidenta Dilma, eu pego o chapéu e digo “olha, não estou de acordo, vou embora”. Agora o que nós estamos assistindo é um processo de luta interna, mas que estão querendo que o Brasil pague essa conta, vamos ter claro isso.

A presidenta Dilma antes de ir para reunião disse que tinha duas preocupações: em primeiro que a operação fosse juridicamente adequada, por isso levou o advogado geral da União para ir lá e atestar. Pareceres da Advocacia Geral da União são vinculantes. O segundo comentário que ela fez foi o seguinte: no entanto, mesmo sendo juridicamente correto, se houver qualquer objeção política seja da Argentina ou do Uruguai, nós estamos fora, essa é uma decisão que tem que ser tomada de 3 a 0, não por 2 a 1. E foi tomada por 3 a 0.

Sobre o México, como o governo tem visto o questionamento quanto ao resultado eleitoral?

Nós não temos instrumentos mais aprofundados. Trabalhamos com as informações que vem da embaixada brasileira, que nos informa que o processo foi, a grosso modo, correto, que houve uma diferença relativamente importante de votos, 38% a 31%, e que, portanto, o presidente eleito é o Peña Nieto. Nós não temos condições de avaliar no momento atual as denúncias que o Andrés Manuel López Obrador fez, até porque nós não conhecemos o teor dessas denúncias. Não é uma questão de estar de acordo. Eu posso não estar de acordo com muitas coisas, mas não necessariamente eu tenho razão.

Evidentemente nós vamos ficar atentos, mas no momento atual se nos aparece uma situação na qual o eleito é o Peña Nieto, assim, a presidenta telefonou para ele para cumprimentá-lo. Caberá agora a Obrador fundamentar as suas denúncias. Não é como na eleição anterior, há seis anos, quando ele perdeu por 0,7%, agora foi por 7.

Mas a nossa preocupação é que a mudança que está ocorrendo no México possa trazê-lo de novo para a América Latina. O México em outras épocas teve um papel muito importante, foi durante muito tempo o único país da América Latina que mantinha relações com Cuba. Foi um país importante no processo de pacificação e democratização da América Central, no caso da Nicarágua, El Salvador e Guatemala, três países onde nós tivemos movimentos revolucionários muito grandes, importantes, massivos, que aspiravam ao socialismo, mas não chegaram lá, mas chegaram na democracia.

É interessante observar isso: a democracia foi conquistada nesses países pelas armas, depois teve um acordo, etc, e o México sempre teve um papel muito importante. Nós gostaríamos que o México pudesse ter esse papel… Há alguns analistas que estão dizendo “ah como o México se encolheu o Brasil ocupou o espaço dele”. Isso é bobagem, o Brasil não ocupou espaço nenhum, porque há um espaço é ilimitado que esses dois ou outros países podem perfeitamente ocupar. Seria muito bom, inclusive, que a gente pudesse ocupar junto com o México, e que o México pudesse desempenhar naquela região um papel que ele já desempenhou.

E eu sei porque em muitas reuniões, como as do Foro de São Paulo e outras instâncias internacionais, nós assistimos concretamente manifestações quase de gratidão da parte até de setores revolucionários em relação ao México, ao que ele foi no passado.

Por outro lado, ele está com graves problemas internos e nós temos a expectativa e a esperança que esses problemas possam ser resolvidos pelo próximo governo. Um país que perde 50 mil pessoas por obra do crime organizado é um país que está sofrendo muito. E é uma grande economia, um grande espaço territorial, uma grande população e sobretudo uma grande política, um país com uma tradição política que nós no Brasil não temos. Um país inclusive que foi refundado no começo do século XX por um movimento revolucionário de grande importância. As pessoas ficam muitas vezes pensando na revolução soviética, na revolução chinesa e as vezes esquecem que houve uma grande revolução no México.

O senhor pode comentar sobre a saída de Samuel Pinheiro Guimarães do cargo de alto representante do Mercosul?

Não é uma saída, que eu saiba, que expresse divergências políticas, por não estar de acordo com a política do Mercosul, com a política externa brasileira, muito pelo contrário.

Mas ele reclamou falta de apoio.

Ele reclamou, mas não acredito que tenha sido falta de apoio político, mas falta de apoio institucional. Eu não sei se essas demandas de apoio institucional chegaram aos ouvidos de todos os presidentes de forma adequada. O Samuel é uma pessoa de grande valor, de grande qualidade, de grande tradição, nós todos lamentamos a saída dele. Eu pessoalmente lamento muito. Agora não posso esconder que acho que ele escolheu um momento inadequado.

Momento em que o Mercosul está vivendo uma grande tensão. Acho que esses não são momentos para você sair, a menos que tivesse uma posição contrária às orientações que o Mercosul tomou, o que não é o caso, eu sei que ele deve estar absolutamente de acordo com as posições que o Mercosul tomou. Acho que simplesmente ele não se sentiu beneficiado de tudo aquilo que ele acreditava que fosse necessário.

Não foi por falta de apoio brasileiro?

Não e menos ainda por discordância política, muito pelo contrário, nós tínhamos uma afinidade enorme. Talvez não tenha havido o melhor diálogo entre o embaixador Samuel e o Ministério das Relações Exteriores, com a presidência. Mas, essa saída abrupta em meio a essa crise não me dá nem elementos para avaliar concretamente se essa foi uma solução inevitável.

comentario meu:

Na foto abaixo os 3 diplomatas que mudaram o cenario na america do sul e o cenceito do brasil pelo resto do mundo, parabéns, espero que tenham construido uma base de bons diplomatas basileiros para continuar o trabalho.

3 diplomatas

sábado, 2 de junho de 2012

A vela e a responsabiliade do que publica

Respeito o direito de comunicar não sou favorável ao fechamento de nenhuma revista ou qualquer meio de comunicação.

Defendo a democratização das comunicações e há muitos anos participo ativamente para que se torne uma realidade.

Defendo com muita clareza a responsabilização pelo que se divulga quem divulga calunias ou suposições é responsável pelas consequências e deve responder por isso, pela justiça de toga ou das ruas.

A revista veja e as outras famílias midiáticas brasileiras acostumaram-se a nunca serem questionada, com o advento da blogosfera isto não é mais possível e pior para elas é instantâneo.

Temos regras de comunicação no Brasil ruins para o momento que vivemos ainda há muito resquício da ditadura nela e foi remendada com regras ditadas pela globo (acho a globo uma das melhores TVs abertas do mundo em qualidade de produção) e as outras famílias e que agora em cenário nunca antes imaginado por elas, não querem ser questionadas por seus atos, quanto mais responder por eles.

A revista veja tem que responder pelos seus atos como qualquer cidadão tem que responder, sem que isto seja interpretado como censura ou cercear lhe a liberdade de expressão, porque da mesma maneira que se eu caluniar meu vizinho serei responsabilizado criminalmente em que sou diferente deles sendo que tem um editor que se responsabiliza pela publicação.

Não podemos confundir responsabilização com censura.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Listão dos inimigos públicos nº 1 de Lula, que querem 'acabar com a raça' dele

O TEXTO É MEIO RADICAL, MAS VERDADEIRO, TAMBÉM ASSINO EM BAIXO.

TENHO FICADO INDIGNADO COM A REPERCUSSÃO E COMENTÁRIOS EM SITES DE NOTICIAS, O SENTIMENTO ANTI-LULA POR PARTE DE INTERNAUTAS DE ULTRA DIREITA QUE PREFEREM DEFENDER O OBVIO BANDIDO DE TOGA QUERENDO ARRUMAR UMA TABUA DE SALVAÇÃO, PORQUE ESTÁ ATOLADO ATÉ O PESCOÇO PREFEREM ATACAR O LULA QUE DA POSIÇÃO QUE ESTÁ NA POLÍTICA SÓ PODE DAR PALPITE PORQUE ORDEM QUEM DÁ É A DILMA E NEM ISTO ESTÃO QUERENDO PERMITIR.

Se dependesse desses políticos e partidos abaixo, o lugar de Lula seria aprisionado numa cela e incomunicável com o povo, igual ficou Nelson Mandela na África Sul por 27 anos.
PSDB, DEM, PPS, o PSOL, e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) usaram a torpeza de moveram ação com a finalidade de "acabar com a raça" de Lula no tapetão do judiciário, usando uma "reporcagem" torpe da revista Veja, alavancada por Gilmar Mendes, para fazer uma espécie de AI-5 contra Lula.
A lista dos inimigos públicos nº 1 de Lula, que querem 'acabar com a raça' dele:
Assinaram a representação torpe para cassar e aprisionar Lula:
Alvaro Dias e o deputado Bruno Araújo e Mendes Thame, assinando por todos do PSDB;
José Agripino Maia, assinando por todos do DEM;
Rubens Bueno, assinando por todos do PPS;
Randolfe Rodrigues, assinando todos do PSOL;
Jarbas Vasconcelos, assinando só por ele mesmo, dissidente do PMDB
Os líderes dos partidos representaram seus caciques, que endossaram a trama:
Aécio Neves (PSDB-MG)
José Serra (PSDB-SP)
ACM Neto (DEM-BA)
Soninha Francine (PPS-SP)
Beto Richa (PSDB-PR)
Simão Jatene (PSDB-PA)
Siqueira Campos (PSDB-TO)
Anchieta Junior (PSDB-RR)
Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL)
Geraldo Alckmin (PSDB-SP)
Anastasia (PSDB-MG)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Duarte Nogueira (PSDB-SP)
Antonio Carlos Leréia (PSDB-GO)
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
etc.
e todos os demais membros do PSDB, DEM, PPS e PSOL que não se manifestaram publicamente contra essa torpeza de golpismo safado e sem-vergonha.
E não adianta quererem negar, porque quem não teve coragem de assinar, também não deu um pio contra o docuento, pelo contrário, o PSDB até emitiu nota oficial falando em nome do partido e da oposição.
Todos políticos destes partidos estão no mesmo barco dos que querem 'acabar com a raça' de Lula de maneira torpe.
Eis o AI-5 demotucano e psolista contra Lula:

http://s.conjur.com.br/dl/representacao-oposicao-ex-presidente1.doc

Se queriam jogar para a platéia, 190 milhões de brasileiros da "platéia" vão ficar sabendo quem quer cassar e aprisionar Lula em conluio com a revista Veja, ligada ao bicheiro Cachoeira.
Vamos espalhar para todo mundo.
Vamos todos registrar na nossa listinha para nunca mais esquecer esses nomes e essas siglas que são inimigos públicos nº 1 de Lula e de lulistas.
Quem gosta de Lula, que digam um NÃO a esses nomes e siglas, na hora que vierem sorrir na TV ou dar tapinha nas costas pedindo voto. Quem não gosta de Lula que sigam esses golpistas e suas tropas da elite arcaica de Veja, Globo, Folha, Estadão, Gilmar.
Quem gosta de Lula, que vote em quem não quer acabar com a raça dele.
E não adianta depois virem pedir "desculpas" como fez ACM Neto quando disse que daria uma "surra" em Lula, pois ele é reincidente, quando o presidente de seu partido assina esse lixo.
Nem adianta vir dizer que não é bem assim, que "é as idéias que brigam", como fala Aécio Neves em público, mas age traiçoeiramente desta forma nos bastidores, como uma cascavel venenosa, pois seus líderes Álvaros Dias e Bruno Araújo assinaram esse lixo, e seu afilhado político Rodrigo de Castro (PSDB-MG) assinou nota à imprensa comunicando esse lixo em nome do partido.

Aécio Neves endossa "acabar com a raça de Lula"

Também não venham fazer propaganda enganosa, durante a campanha eleitoral, dizendo que são amigos de Lula desde criancinha, como a campanha de José Serra quis fazer em 2010.
E nem venham dizer que fazem "oposição responsável" como José Agripino Maia, que nada tem de responsável querer cassar Lula com base em "reporcagens" da revista Veja.
Adversários políticos podem ser respeitáveis, quando travam um debate franco e de peito aberto, por mais duro que seja. Há gente do PSOL, por exemplo, que era assim. Mas a assinatura de Randolfe Rodrigues nesse lixo, desmoraliza todo o partido.
Quando os projetos e ideologias brigam com efervescência, causa até admiração em adversários, mesmo com discordâncias. Até denúncias sérias são respeitáveis, pois a vida republicana precisa de constante depuração. Mas golpismos sem-vergonha só merecem repúdio, e nos fazem descartar até mesmo como segunda opção política, em casos de segundo turno.
Os demotucanos (incluindo os do PSOL) levam surra nas urnas, e querem dar o golpe no tapetão do judiciário, para acabar com a raça do presidente Lula e de seu legado.
Avisem aos demotucanos que a ditadura já acabou
Lula já ficou preso mais de um mês, na ditadura, pela afronta de se rebelar contra o arrocho salarial aos trabalhadores, para engordar os lucros de multinacionais remetidos para o exterior ou de empresários ricaços brasileiros que usavam a máquina repressiva da ditadura para explorar o trabalhador.
Dilma também já ficou presa na ditadura por rebelar-se contra a repressão a qualquer manifestação política nas ruas ou em partidos que desagradasse os ditadores e seus puxa-sacos como José Agripino Maia e o avô de ACM Neto.
Nenhum destes demotucanos e psolistas tem sequer moral para atacar Lula, ainda mais em defesa da revista Veja e do ministro do STF Gilmar Mendes.
Fizeram as suas escolhas e escolheram ficar do lado de Gilmar Mendes, Veja e Cachoeira. Que fiquem com eles.

 

Por:Zé Augusto

http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

segunda-feira, 7 de maio de 2012

10 explicações que detonam as teorias de conspiração do homem na lua


Para aqueles que ainda não acreditam que o homem pisou na lua.
O recente aniversário de 40 anos do homem na lua lembra que ainda há céticos sobre este assunto que não acreditam que termos visitado nosso satélite natural, e alegam que tem provas disso. As seguintes razões foram oferecidas como provas de que os pousos na Lua, que começaram com a aterrissagem da Apollo 11 em 20 de Julho de 1969, foram falsos. Veja como elas foram detonadas.




1. QUANDO OS ASTRONAUTAS ESTÃO COLOCANDO A BANDEIRA DOS EUA, ELA ONDULA. MAS NÃO HÁ VENTO NA LUA.
A bandeira está sendo segurada por uma barra horizontal para permanecer estendida e simplesmente se move quando é desdobrada e enquanto o mastro está sendo fixado na posição correta pelos astronautas. O mastro da bandeira é leve, de alumínio flexível e continua a vibrar depois que os astronautas o soltam, dando a impressão de estar sendo soprado pelo vento.
2. NENHUMA ESTRELA É VISÍVEL NAS FOTOS TIRADAS PELOS ASTRONAUTAS DA APOLLO DA SUPERFÍCIE DA LUA.

O pouso da Apollo aconteceu durante a manhã lunar, com o Sol brilhando intensamente. O tempo de exposição das câmeras é configurado para ser muito rápido não deixando que muita luz entre e ofusque detalhes. As estrelas, embora sejam visíveis a olho nu na Lua, não são brilhantes o bastante para serem capturadas nas fotografias na manhã lunar.
3. NENHUMA CRATERA CAUSADA POR IMPACTO É VISTA NAS FOTOS TIRADAS DO MÓDULO DE ATERRISSAGEM LUNAR.
O módulo de aterrissagem toca rocha sólida, coberta por uma fina camada de poeira lunar, então não há razão para criar uma cratera com impactos. Mesmo que o chão fosse menos sólido, a quantidade de pressão produzida pelo motor nesse momento da aterrissagem e decolagem é muito pequena comparada a uma aterrissagem na Terra por causa da relativa falta de puxão gravitacional.
4. O MÓDULO DE ATERRISSAGEM PESA 17 TONELADAS E MESMO ASSIM POUSA SOBRE AREIA SEM DEIXAR MARCAS. PERTO DELE, AS PEGADAS DOS ASTRONAUTAS PODEM SER VISTAS NA AREIA.
A camada de areia poeira é bem fina, então o módulo de aterrissagem pousa em rocha sólida. A poeira, enquanto soprada para longe pelo impacto da descida, rapidamente retorna ao chão e é pisada pelos astronautas quando eles começam a caminhar na Lua.




5. AS PEGADAS NA FINA CAMADA DE POEIRA LUNAR, SEM UMIDADE OU ATMOSFERA OU FORTE GRAVIDADE, SÃO INESPERADAMENTE BEM PRESERVADAS, COMO SE FEITAS EM AREIA MOLHADA.
A falta de vento na Lua significa que as pegada em fina e seca poeira lunar não são sopradas para longe como aconteceria se fossem feitas em substâncias semelhantes na Terra. Além do mais já foi provado que a areia lunar no vácuo se agrega de maneira diferente que a areia da praia.
6. QUANDO O MÓDULO DE ATERRISSAGEM DECOLA DA SUPERFÍCIE DA LUA, NÃO HÁ UMA CHAMA VISÍVEL SAINDO DO FOGUETE.
Os foguetes no módulo de aterrissagem são movidos por combustível que contém uma combinação de hidrazina com tetróxido de dinitrogênio, que queima sem chama visível.
7. SE ACELERADO O FILME DOS ASTRONAUTAS ANDANDO NA SUPERFÍCIE DA LUA, ELES PARECEM TER SIDO FILMADOS NA TERRA E ENTÃO COLOCADOS EM CÂMERA LENTA.
O melhor jeito de responder é: um pouco, mas na verdade não.
8. OS ASTRONAUTAS NÃO PODERIAM TER SOBREVIVIDO À VIAGEM POR CAUSA DA EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO DO CINTO DE RADIAÇÃO DE VAN ALLEN.
Essa afirmação é baseada em grande parte na alegação de um cosmonauta russo. O pequeno tempo que é necessário para cruzar o cinto, combinado com a proteção da espaçonave, significa que a exposição à radiação seria muito baixa.
9. AS ROCHAS TRAZIDAS DA LUA SÃO IDÊNTICAS ÀS ROCHAS COLETADAS POR CIENTISTAS EM EXPEDIÇÕES PARA A ANTÁRTIDA.
Algumas pedras lunares já foram encontradas na Terra, mas elas estão todas chamuscadas e oxidadas pela sua entrada na atmosfera da Terra e asteróides. Geólogos confirmaram com completa certeza que as rochas da Apollo foram trazidas da Lua pelo homem.




10. TODAS AS SEIS ATERRISSAGENS NA LUA ACONTECERAM DURANTE A ADMINISTRAÇÃO NIXON. NENHUM OUTRO LÍDER NACIONAL AFIRMOU TER LEVADO ASTRONAUTAS À LUA, APESAR DOS 40 ANOS DE RÁPIDO DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO.
Essa é uma favorita entre os teóricos da conspiração porque não precisa de provas mas acusa a presidência de Richard Nixon, um presidente sabidamente corrupto. O fato é que após as aterrissagens da Apollo, a corrida foi ganha e o dinheiro se acabou. A União Soviética não tinha interesse em chegar em segundo e políticos de ambos os lados perceberam que missões de órbita tinham potencial comercial e militar muito
 

fonte: http://dongnoticias.blogspot.com.br/2012/05/10-explicacoes-que-detonam-as-teorias.html

terça-feira, 20 de março de 2012

“Quem defende torturador é monstro”

 

“Quem defende torturador é monstro”, diz Capitão de Mar e Guerra
Por Ana Helena Tavares, do Assaz Atroz

Meados de 2009. O então ministro da defesa, Nelson Jobim, o ex-chefe da polícia de Lacerda, Gustavo Borges, o ex-ministro do Exército do governo Sarney, general Leônidas Pires Gonçalves, e a então ministra do STF, Ellen Gracie; se reúnem para um jantar. “O que ela estava fazendo com esse tipo de gente?”, pergunta-se Santa Rosa.

Abril de 2010. A Lei de Anistia é votada no STF (ADPF 153) e Ellen Gracie, seguindo voto do relator, Eros Grau, e de outros ministros, mantém a anistia aos torturadores.

Início de 2012. Militares da reserva, saudosos de 64 – ano em que, para eles, houve uma revolução – assinam manifesto criticando a Comissão da Verdade. Enquanto isso, dois militares legalistas, cassados em 64 – ano em que foram presos por não compactuar com um golpe – assinam carta-aberta defendendo a mesma Comissão e criticando a “insubordinação e quebra de hierarquia, inaceitáveis na vida militar” contidas no outro manifesto.

Os signatários da carta, que pode ser lida clicando aqui, são Fernando de Santa Rosa e Luiz Carlos de Souza Moreira. Ambos são advogados e militares reformados da Marinha, sendo hoje Capitães de Mar e Guerra. O Quem tem medo da Democracia? [QTMD?] conseguiu contato com os dois. Por problemas de saúde na família, Souza Moreira não pôde dar seu depoimento. Porém, disse sentir-se representado por Santa Rosa, que concedeu longa entrevista exclusiva para o QTMD?, na qual contou sobre o encontro narrado no início deste texto.

Segundo ele, o jantar foi na casa do filho do general Leônidas Pires Gonçalves. Filho este que, depois de vários bons empregos, teria enriquecido depois de ganhar o cargo de diretor financeiro da Rede Globo. Para o militar reformado, isso é o que se pode chamar de “bolsa-ditadura”.

“Mal julgados”
Como advogado, Santa Rosa atua há décadas na defesa de ex-presos políticos e acredita que todos os militantes de esquerda, que lutaram contra a ditadura, já foram investigados e punidos. “O filho de Nelson Rodrigues, que esteve preso, tratado barbaramente na prisão, tem que ser julgado de novo? Quer dizer que está mal julgado?, pergunta-se Santa Rosa. E continua: “Eles (os torturadores) é que ainda não deram a cara a tapa. Foram anistiados de quê, se não houve condenação? Só na cabeça do Peluso… Agora, se houver uma lei que anule a anterior (da Anistia), pronto… O Congresso pode fazer isso, como foi na Argentina.”

“Fruto do medo”
Ele acredita que a expressão revanchismo (muito utilizada por quem é contra a Comissão da Verdade) “é fruto do medo” e não vê conexidade entre os crimes dos dois lados, como entendeu o STF. “Não pode haver conexão entre um crime de um representante do Estado e o crime daqueles que combatem o Estado ditatorial”. Além da tortura, dentre os crimes imprescritíveis cometidos pelos agentes do Estado, está a ocultação de corpos, considerado “crime continuado” (que ainda não terminou). Santa Rosa considera que o Brasil tem que cumprir a condenação da OEA e lembra que “agora até a ONU está pressionando”.

“Comunismo”
O conhecido argumento de que os militares golpistas “livraram o Brasil de uma ditadura comunista” é completamente refutado por Santa Rosa. “Não se pode ser comunista?”, pergunta ele. “E nem todos eram! Existia naquela época o maniqueísmo. Se você não era lacerdista, você era comunista. Se você não era da direita, você era comunista. Se você era legalista, você era comunista… Porque, para ser legalista, tinha que ser anti-Lacerda… Então era o quê? Comunista! Isso não era só nas Forças Armadas. Era em tudo. Se você era nacionalista, era comunista… Mas o comunista nunca foi nacionalista… Era muito mais internacionalista… E hoje quem é internacionalista é o capital… Você vê o absurdo da história… Eu vim, em 1962, para o Rio de Janeiro. Estava fervendo a luta sindical, que não tinha nada de comunismo! O que havia era uma luta muito grande de exigências dos trabalhadores com os patrões… O capital e o trabalho… Sempre! Nunca foi diferente… Mas esses caras (os golpistas), para justificar o que fizeram, começaram a dizer que era para implantar o comunismo no Brasil.”.
Contexto histórico
Todos os principais acontecimentos que antecederam o golpe de 64 – desde a 2ª Guerra Mundial, as várias fases de Getúlio Vargas, o Marechal Henrique Teixeira Lott, que garantiu a posse de JK, a renúncia de Jânio Quadros, a Cadeia da Legalidade de Leonel Brizola até a queda de João Goulart – tudo foi detalhado por Santa Rosa, no início de nossa conversa. O QTMD? disponibiliza o áudio completo, que chega a quase duas horas sem cortes, [para assistir, clique] neste link.

Falando da campanha “O petróleo é nosso”, o Capitão de Mar e Guerra reformado citou a nossa fartura petrolífera como um exemplo de que “somos um país rico que é roubado pelos enganadores do império. Você nunca viu um general americano num tribunal internacional, né? Eles fazem e pedem desculpas… ou nem pedem”.

Mídia: “o quarto poder” [Nota AA: O primeiro deveria ser a vontade do povo]
Santa Rosa comentou que ”não deu pra entender Miriam Leitão e O Globo entrando nessa história. Quando um carro da Globo está na rua, leva pedrada, por quê? Não é à toa… É a desinformação!” Lembrou ainda que “a Folha emprestava os carros de reportagem para os torturadores” e frisou que ”a mídia no Brasil, desde sempre, representou um quarto poder”.

Sobre Carlos Lacerda, recordou que ele chamava Alzirinha, filha de Getúlio, de “prostituta pra baixo” e a acusava de promover “bacanais em Paris”. Além disso, disse que “Lacerda tinha um grupo que fazia a segurança dele, que contava com oficiais da FAB e da Marinha. Daí o caso do Major Vaz, assassinado na Rua Tonelero. O que ele estava fazendo ali? Era capanga do Lacerda!”.

Desse modo, Santa Rosa deixou claro que, desde os tempos de Vargas, parte da imprensa brasileira e empresários estrangeiros representavam a ponta civil do golpe que se concretizaria em 64. Num dado momento, “as forças armadas entraram nisso também”.

Enfatizou o “também” e detalhou: “O Brigadeiro Eduardo Gomes, remanescente dos 18 do Forte, em 1945 se candidatou à presidência e perdeu para a UDN. Eles (a UDN) nunca ganharam nada democraticamente, foram sempre golpistas. Depois, ele se candidatou em 1950 e foi fragorosamente derrotado (aí, sim, no voto) por Getúlio. Então, o Brigadeiro Eduardo Gomes levou a política para dentro da FAB (Força Aérea Brasileira) e isso repercutiu na Marinha.”

A difamação de Getúlio e outras tentativas de golpe
O atentado da Rua Tonelero aconteceu em 1954, mesmo ano em que Santa Rosa fez o “juramento à bandeira” na Escola Naval. “Getúlio esteve lá (no dia do juramento), mas não deixaram a guarda dele entrar junto. Foram os aspirantes da Escola que fizeram a segurança para poderem continuar com as agressões ao presidente da República. Isso foi em 11 de Junho, eu recebi meu espadim… Depois que Getúlio se suicidou, a primeira coisa que o comandante da Escola Naval fez foi reunir o corpo de aspirantes e dizer que a carta-testamento era mentirosa. Aí cria-se uma série de histórias para continuar a desmoralizar Getúlio…”

Nos anos JK, “houve duas tentativas de golpe, conhecidas como Aragarças e Jaquereacanga.” Segundo Santa Rosa, “muitos golpistas de 64 participaram dessas tentativas anteriores. E, em 61, quando Jânio Quadros renunciou e seu vice João Goulart precisou voltar às pressas da China, houve ameaça de abaterem o avião presidencial”. (Nota AA: Tá vendo, presidenta Dilma?]

A prisão de Santa Rosa e a concretização do golpe de 64
“Um dia, eu estava de serviço aqui no RJ e soube que o meu ex-comandante em Salvador havia sido nomeado por João Goulart como superintendente da Costeira (Companhia Nacional de Navegação Costeira). Então, eu quis dar um abraço nele. Ele morava na rua Tonelero. E me convidou para ir com ele para a Costeira. Eu fui… Estava iniciando o mês de Março de 64. No dia 13, houve o comício (de João Goulart) na Central do Brasil. Meu chefe disse: ‘Vai lá e veja como está o pessoal da Costeira’. Cheguei lá… A polícia do Exército tinha feito uma área em volta do palanque para repórteres. Eu fui para essa área e a TV Rio me deu um close… Quando chegou na Semana Santa (pertinho do golpe), os marinheiros se rebelaram, mas não com armas… Fizeram um movimento de protesto dos metalúrgicos de São Cristóvão… Aí começou o bolo… Eu era Capitão-Tenente e tinha uma função de governo: eu era assessor de confiança do superintendente da Costeira. E foram me dadas instruções para acompanhar pessoalmente a crise… Houve o último discurso de Jango e um advogado amigo meu me disse: ‘Pelo discurso, ele tá caído…’ Dia 31, fiquei na Costeira. Dia 1º, voltei pra casa, passei pela sede da UNE e estava sendo incendiada… E tinha um monte de gente com bandeiras brancas invocando Jesus… Porque a Igreja Católica apoiou o golpe, no início. Bom, aí no dia 6 eu me reapresentei na Costeira e… fui preso! Fiquei 58 dias preso no navio Princesa Leopoldina. E aí já estavam matando gente… No dia 4 de Abril, mataram, com 7 tiros pelas costas, o coronel aviador Alfeu, na base aérea de Canoas. São esses caras (que matam pelas costas) que hoje são tidos heróis… Tem um Brigadeiro Hipólito, que desde Major, na época do ‘Petróleo é Nosso’, já torturava sargentos em bases aéreas do Nordeste. Isso está na ‘História Militar do Brasil’, do general Nelson Werneck Sodré.”, contou Santa Rosa.

E nunca acontece nada com “esses caras”?
“Nada! Eles são ótimos! Os comunistas somos nós… Os terroristas… Eles não… São todos honestos! Como era o Major Albernaz… Você sabe o que esse animal fez? Animal não! Não vou xingar os animais! Esse cara é monstro! E os que defendem essa gente são monstros também! Por omissão e por adesão… O general Paiva (que deu entrevista a Miriam Leitão) falou tanta idiotice… E olha que o militar, quando chega ao posto de general, não é um bobo… Ele chega por qualidades… Mas esse general não tem consciência de coisa nenhuma, não tem nem alma! Eu tive pena da entrevista dele. Ele não respondeu nada. Eles se apoiam numa anistia escandalosa que dizem que foi negociada. Foi nada! Isso foi o general Figueiredo que impôs. A história do Frei Tito, por exemplo… O Major Albernaz pegou ele, um rapaz de 28 anos, e disse: ‘abre a boca que vai receber a hóstia sagrada’…. Com o Frei Tito já todo escangalhado, destruído, o Major meteu dois fios de eletricidade, um positivo outro negativo, e deu uma descarga elétrica na boca dele… Isso está descrito com detalhes no livro ‘Batismo de sangue’, do Frei Beto. Então, esses são os homens salvadores da pátria.”, desabafou Santa Rosa, carregando na ironia.

Ministério da Defesa: “um biombo de fascistas”
A cassação de Fernando de Santa Rosa foi publicada no Diário Oficial de 25 de Setembro de 1964. E até hoje ele não foi totalmente anistiado. “Eles procuram dificultar e interpretar toda a legislação subsequente de modo a prejudicar, principalmente, os militares cassados. Porque os civis quem está tratando disso é a Comissão de Anistia e o Ministério do Planejamento, pela Lei 10559. Quanto aos militares, cabe à Comissão de Anistia e ao Ministério da Defesa, que é um biombo de fascistas! Os milicos fascistas pululam lá e conseguiram dominar o CONJUR, a Consultoria Jurídica, que nada mais é que uma parte da AGU (Advocacia Geral da União). Já chegou ao ponto de o CONJUR do Ministério da Justiça se chocar com a do Ministério da Defesa. A obrigação que o Ministério da Defesa tem é de cumprir as decisões publicadas por portaria do Ministro da Justiça. Mas eles pressionam e querem mudar”, disse Santa Rosa.

“Eles se acham a justiça”
I Curso de Direito das Funções Militares
Santa Rosa explicou que este curso foi em 2009. Segundo ele, “o problema é que a OAB não tomou conhecimento.O curso foi dado por altos oficiais militares. O que essa gente sabe de Direito para ensinar desembargadores, magistrados e juízes como julgar? E ainda põem um cadete apresentando o espadim… Cadê o símbolo da Justiça se é um curso de Direito? Eles se acham a Justiça e tem aí um desembargador fascista (sublinhado) que só julga o que eles querem…”

A ação da OAB para revisar a Lei de Anistia (ADPF – 153)
Quem entrou com a ação, em 2009, foi o então presidente da OAB, Cezar Brito. De acordo com Santa Rosa, … “para tratar desse problema desses torturadores, genocidas, assassinos. Esse pessoal estranho que está fazendo assinaturas para virar a página… Que página que vai virar? Choque elétrico, cadeira do dragão, coroa de Cristo (um aro de metal colocado na cabeça e apertado até estourar o crânio)… Esses caras querem que esqueça porque não foi na mãe deles! Nem na esposa, nem nos irmãos, nos filhos… Foi no dos outros! Aí querem que esqueça, porque eram ‘comunistas’… Como se comunista não pudesse pensar, não pudesse existir! E (como já disse) nem todos eram… Hoje, eu sei o que é comunismo. Esses porcarias não sabem nada, porque não leem! Leem ‘Seleções’, aquela revista americana…”

“Eros Grau teve vergonha e jogou a toga pra lá”
A relatoria da ADPF-153 caiu nas mãos do então ministro do STF, Eros Grau – que foi torturado na ditadura – e votou a favor da anistia aos torturadores. Esse foi o seu último julgamento. Para Santa Rosa, “foi um fim melancólico para Eros Grau. Ele teve vergonha, jogou a toga pra lá e nunca mais deu as caras”.

“Não se faz anistia para o futuro”
Santa Rosa diz que gostaria de perguntar ao general Luiz Eduardo Rocha Paiva (que deu entrevista a Miriam Leitão defendendo a anistia aos torturadores) se a morte de D. Lida Monteiro (durante atentado à OAB em 1980) e a bomba do Riocentro (em 1981) – onde, conta Santa Rosa, “estava o Coronel Wilson, segurando as vísceras” – estão anistiadas. Foram posteriores à Lei de Anistia, de 1979, e “não se faz anistia para o futuro”, garante o advogado e militar.

O pensamento dos militares da ativa
Segundo o general da reserva disse em entrevista a Miriam Leitão, o pensamento dele reflete o do pessoal da ativa. O militar reformado Fernando de Santa Rosa discorda. “Eu frequentava o Clube Naval. Nunca mais fui lá, porque não me sinto bem. Tinha um Capitão de Fragata, da ativa, rapaz novo, muito educado… Eu sou espírita e um dia eu o encontrei num Centro. Ouvimos uma palestra muito bonita. Somos amigos e, quando saímos, ele veio falar comigo e pediu que eu falasse um pouco sobre ‘esse negócio de tortura’… Falei… E ele disse: ‘eu acredito’. Ele foi até comandante do porta-aviões São Paulo. Então, eu digo com toda certeza que eles querem fazer uma consciência chapada, à força, mas existe liberdade de pensamento. Inclusive, nas leis militares, ordem errada pode ser contestada. E existe o direito de ir ao Judiciário. Eles põem na cabeça das novas gerações militares que não pode ir e muitos se prejudicam porque têm medo de serem perseguidos lá dentro. Dizem que a Marinha é aristocrata, mas vai ver quantas assinaturas têm (no manifesto contrário à Comissão da Verdade)… Se tiver dez da Marinha é muito. Só dá verde-oliva! O dever (dos militares) é servir ao país e não ganhar o dinheiro do povo para trair o país. É o que muitos fazem desde 64 nos Clubes Militares”, frisou Santa Rosa, que diz não ter interesse em ser integrante da Comissão da Verdade e não acha que deveria haver militares entre os membros.

“Fosso de lideranças”
Para Santa Rosa, a ditadura militar “criou um fosso de lideranças. Não houve renovação. O futuro desse país se cria num Campus Universitário. Por isso, esses Campus têm que ter liberdade de troca de idéias. Não interessa se é fascista, se é comunista, se é democrata: tem que haver discussão! E o que eles fizeram na ditadura? Invadiram as faculdades, introduziram militares espiões para prenderem as lideranças. Para amedrontarem! Eu estava na Faculdade Nacional de Direito e vi lá dentro o nascimento da luta armada. Porque essa meninada não tinha mais para onde correr… Eu chegava na minha faculdade, todo dia era faculdade cercada. Perguntava: O que houve? Diziam: ‘Nada!’”

A importância para a sociedade
Santa Rosa calcula que “cerca de 70% da população brasileira de hoje não viveram a ditadura.” E, para ele, muitos destes estão “alienados pelas mentiras contadas durante mais de 25 anos. A maioria de nossa juventude se perdeu… É preciso criar consciência para que esse povo saiba a história desse país. A educação está uma tragédia, que começou com Jarbas Passarinho. Estamos pagando esse pato até hoje”.

Clique aqui e assista a Santa Rosa falando sobre a importância dessa discussão para a sociedade.

A presidente Dilma e o Congresso
Quanto à atuação de Dilma, Santa Rosa considera que ela “recebeu uma herança maldita no Congresso e está fazendo o que pode. Está difícil para ela equilibrar isso. Não temos um Congresso confiável. Tirando meia dúzia, o resto é ladrão. O PMDB não é o de Ulysses Guimarães… Isso é a quadrilha! O PMDB não lança candidato à presidência da República… Eles querem ficar atrás pra comer! Esses partidos querem dar apoio ao governo, mas a troco de ministério com porteira fechada. Parece uma fazenda… É um loteamento do dinheiro público! E tem ralo desde o governo federal, até os estaduais e os municípios. E o pior: esse tipo de político acha que o dinheiro público é um dinheiro sem dono. Como eu já vi um prefeito dizer.”

“Se ela fizer um troço malfeitinho…”
“A Dilma está toureando isso tudo e ainda tem gente de esquerda danado com essa moça… Eu me ponho no lugar dela e não queria isso para mim! Criticar é muito fácil… Quero ver dar solução… Se ela fizer um troço malfeitinho, desaba tudo e dá brecha… Não pense você que não existe conspiração… Sempre existiu! Não vejo possibilidade de novo golpe, mas em 64 também não se via… Naquela época, era a ‘casa da mãe Joana’… Hoje, ainda é, mas o Brasil está sendo respeitado pela situação econômica”, analisa Santa Rosa.

“De que barro és feito?”
Fernando de Santa Rosa declama um poema para os torturadores: “Tu comes e dormes, apesar do teu ofício? De que barro és feito, afinal, torturador?”

“Ditadura das elites”
“Não vivemos mais numa ditadura militar, mas vivemos numa ditadura das elites. E quem representa as elites é o Congresso. O político depende da consciência do povo. Se o povo pressionar, eles mudam. Eles têm medo da democracia”, conclui Fernando de Santa Rosa.

Esta entrevista é a 11ª de uma série. Clique aqui para conferir as anteriores.

 

fonte:

http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/quem-defende-torturador-e-monstro.html#more-12143

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Liberdade linguistica na Net

 

Navegando na net me deparei com uma critica de um leitor a um blog.

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http://www.caixadepandora.xpg.com.br/misterioso-aviao-robotico-esta-no-espaco-a-10-meses/

Concordo que o português deva ser corretamente escrito, mas tenho sentido certa arrogância na abordagem critica que está sendo feita na blogosfera quando alguém erra a escrita, mas o mundo virtual que é composto de todas as tribos imagináveis, com varias fontes de aprendizado e linguagem e temos que levar em conta que o ensino brasileiro de base é deficitário, mas tem conserto em longo prazo.

Temos que ter cuidado ao cobrar a escrita correta e esquecer-se do conteúdo e da intenção que está pessoa esta tendo, rompendo uma barreira enorme para ter coragem de demonstrar os tipos de assuntos que gostam e comentar sobre eles, temos que escrever um português correto, mas dentro da possibilidade de cada um.

Tenho observado que a maneira de escrever na internet é quase igual uma caligrafia uns tem letra boa, outro uns garranchos e todos têm idéias que podem ser expressas abertamente pelo canal fantástico que é a internet, não se pode podar uma intenção com um comentário agressivo (desqualificatório), é importante modificar a abordagem da correção lingüística na NET.

Dito isto o que não significa que os autores de blogs, não saibam escrever o português correto, mas o que entendi na visão deste Galvan foi, se você não sabe escrever o português coloquial correto, como se atreve a querer ter um blog. O mais importante é circular idéias.

Fica minha opinião, para que os próximos erros de português que vocês encontrarão todos os dias nesta maravilhosa Blogosfera sejam tratados com mais paciência.

Abaixo imagens de como achei que o leitor tratou o blogueiro

Aqui imagens de como enxerguei o leitor

 

Denilson Bramusse.

domingo, 26 de dezembro de 2010

As 10 invenções mais Geeks de 2010

Este ano foi realmente especial para os fãs de tecnologia e ciência. Muitos lançamentos e descobertas importantes aconteceram em diferentes áreas do conhecimento. Dê só uma olhada nas invenções que foram além do óbvio e brilharam em 2010
10 – Trispecs, óculos multiuso

Imagine reunir, num mesmo dispositivo, o seu mp3, telefone, fone de ouvido e head-set wireless. Com apenas um botão, você pode sintonizar o que está procurando sem muito drama. Imaginou? Então agora coloque tudo isso em um pacote cheio de estilo, como… quem sabe… óculos escuros! Essa é a moral da história dos Trispecs, que permite juntar vários dos seus gadgets em um simples óculos moderninho. Você pode encontrá-los, em modelos masculinos e femininos, à venda nesse site.

9 – Scanner e teclado integrados

Quando você pensa que já viu de tudo, vem alguém e cria algo como o Keyscan, um teclado, vamos dizer assim, “tunado”. Além das funções normais, o Keyscan vem com um scanner de alta precisão de cores integrado, que pode ser totalmente controlado por meio das teclas. Não é a primeira inovação nesse sentido: a mesma empresa também oferece um teclado com integração direta no iPod.
8 – Caneta inteligente



É agora que o mundo vai abandonar de vez as canetas comuns. A Livescribe Pulse Smartpen é uma caneta com memória (de até 4 GB, por sinal): cada palavra escrita por ela é armazenada em um pequeno chip interno. Quando cansar de fazer anotações, basta acoplar o dispositivo ao computador para ter tudo transcrito – e convertido em PDF – no seu computador, sem trabalho nenhum. A Livescribe concorreu, este ano, a uma das categorias do Edison Awards, que premia destaques de inventores contemporâneos. Tá bom ou quer mais?
7 -Recompute, o computador de papelão

É, é isso mesmo! O Recomputer é uma CPU externa feita de papelão reciclado que tem capacidade de armazenar arquivos assim como um computador normal, além de rodar com o Windows 7. O Recomputer é um projeto de conclusão de curso desenvolvido por estudantes de Design da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, no fim de 2009, mas se tornou um produto comercializável apenas esse ano (e pode ser encontrado à venda nesse site aqui.) É ver para crer!
6 – KOR-fx, o ultrasensor para games

Criado pelo físico árabe Shahriar Afshar, o KOR-fx mais parece um fone de ouvido grandalhão. Contudo, ao ser colocado em cima do ombro do usuário durante uma partida de videogame, os resultados são incríveis. Por meio de ondas estéreo, o KOR-fx transmite vibrações sincronizadas com o que está se passando na tela, aumentando a jogabilidade do game e criando a sensação de que você está dentro da tela. Bem legal, né?
5 – Projetor de holograma 3D

Invenção da Sony, o aparelhinho é capaz de exibir imagens 3D em 360º. Por enquanto, é um dispositivo bem simples, como você vê aí na foto. Mas a ideia é que, nos próximos anos, o projetor possa ser útil tanto no desenvolvimento da medicina quanto em experiências para videogames e afins. A vida da Princesa Léia (e principalmente do R2-D2) vai ficar muito mais fácil agora…
4 – Foguetes individuais

Foram necessários 30 anos para que o inventor do Martin Jetpack, o inventor neozelandês Glenn Martin, finalmente ficasse satisfeito com o seu trabalho. Este propulsor tem dois motores de alta resistência, embora consuma muita energia e tenha tempo médio de 30 minutos com o tanque cheio. Mas sabe qual é a melhor parte dessa invenção genial? Ela pode começar a ser comercializada em 2011 pela bagatela de cem mil dólares. Já pode sonhar com o dia em que todo mundo vai voando para o trabalho?
3- O carro voador…

Desenvolvido por um grupo de pesquisadores do MIT, o Terrafugia Transition tem a intenção de redefinir o conceito de transporte moderno. O automóvel para duas pessoas é equipado com paraquedas e asas extensíveis, além de contar com potência de cem cavalos em terra firme. Pelo preço inicial de 200 mil dólares – e lançamento marcado para o ano que vem –, está mais barato do que muito carrão de marca por aí. Você encararia?
2 – …E o que faz tudo sozinho

É, tinha que ser coisa do Google. Em outubro deste ano, a empresa colocou sete carros controlados por robôs, com pouquíssima intervenção humana, para circular na rua. O resultado? Mais de 225 mil quilômetros rodados e apenas um leve acidente envolvendo um farol vermelho. O modelo do carro em questão, um Prius da Toyota, está sendo adaptado com câmeras, sensores e navegadores online (sintonizados no Google Maps, é claro) para não precisar de motorista durante a maior parte do percurso. Você toparia ser conduzido pelo seu próprio carro?
1 – A armadura do Homem de Ferro

Antes de fechar a lista com chave de ouro, sugiro que você respire fundo: alguns dos seus sonhos de infância podem se realizar nesse exato momento. O XOS 2 é uma “adaptação honesta”, como dizem seu criador, do uniforme de Tony Stark, o Homem de Ferro. Entre as funcionalidades heroicas que o dispositivo traz ao seu usuário, está a habilidade de manipular objetos de até noventa quilos sem esforço. Com a armadura, também fica bem mais fácil quebrar objetos. Raytheon Sarcos, o inventor, acredita que a máquina tem potencial para ser utilizada no exército, mas não a vê sendo comercializada nos próximos anos. Essa história não é meio familiar não, família Stark?

domingo, 26 de setembro de 2010

A CARTA DOS BLOGUEIROS PROGRESSISTAS


“A liberdade da internet é ainda maior que a liberdade de imprensa”. Ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF)

.Em 20, 21 e 22 de agosto de 2010, mulheres e homens de várias partes do país se reuniram em São Paulo para materializar uma entidade, inicialmente abstrata, dita blogosfera, que vem ganhando importância no decorrer desta década devido à influência progressiva na comunicação e nos grandes debates públicos.
.
A blogosfera é produto dos esforços de pessoas independentes das corporações de mídia, os blogueiros progressistas, designação que se refere àqueles que, além de seus ideais humanistas, ousaram produzir uma comunicação compartilhada, democrática e autônoma. Contudo, produzir um blog independente, no Brasil, ainda é um gesto de ativismo e cidadania que não conta com os meios adequados para exercer a atividade.

Em busca de soluções para as dificuldades que persistem para que a blogosfera progressista siga crescendo e ganhando influência em uma comunicação dominada por oligopólios poderosos, influentes e, muitas vezes, antidemocráticos, os blogueiros progressistas se unem para formular propostas de políticas públicas e pelo estabelecimento de um marco legal regulatório que contemple as transformações pelas quais a comunicação passa no Brasil e no mundo.

Com base nesse espírito que permeou o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, os participantes deliberaram em favor dos seguintes pontos:

1. Apoiamos o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), de iniciativa do governo federal, como forma de inclusão digital de expressiva parcela do povo brasileiro alijada da internet no limiar da segunda década do século XXI. Esta exclusão é inaceitável e incompatível com os direitos fundamentais do homem à comunicação em um momento histórico em que os avanços tecnológicos na área já são acessíveis em diversos países.

Apesar do apoio ao PNBL, os blogueiros progressistas julgam que esta iniciativa positiva ainda precisa de aprimoramento. Da forma como está, o plano ainda oferece pouco para que a internet possa ser explorada em todas as suas potencialidades. Reivindicamos a universalização deste direito, que deve ser encarado com um bem público. A velocidade de conexão a ser oferecida à sociedade sem cobrança dos custos exorbitantes da iniciativa privada, por exemplo, precisa ser ampliada.

2. Defendemos a regulamentação dos Artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, que legislam sobre a comunicação no Brasil. Entre outras coisas, eles proíbem a concentração abusiva dos meios de comunicação, estimulam a produção independente e regional e dispõem sobre os sistemas público, estatal e privado. Por omissão do Poder Legislativo e sob sugestão do eminente professor Fabio Konder Comparato, os blogueiros progressistas decidem apoiar o ingresso na Justiça brasileira de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) com vistas à regulamentação dos preceitos constitucionais citados.

3. Combatemos iniciativas que visam limitar o uso da internet, como o projeto de lei proposto pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o “AI-5 digital”, que impõe restrições policialescas à liberdade de expressão. Defendemos o princípio da neutralidade na rede, contra a proposta do chamado “pedágio na rede”, que daria aos grandes grupos de mídia o poder de veicular seus conteúdos na internet com vantagens tecnológicas, como capacidade e velocidade de conexão, em detrimento do que é produzido por cidadãos comuns e pequenas empresas de comunicação.

4. Reivindicamos a elaboração de políticas públicas que incentivem a blogosfera e estimulem a diversidade informativa e a democratização da comunicação. Os recursos governamentais não devem servir para reforçar a concentração midiática no país.

5. Cobramos do Executivo e do Legislativo que garantam a implantação das deliberações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em especial a da criação do imprescindível Conselho Nacional de Comunicação.

6. Deliberamos pela instituição do encontro anual dos blogueiros progressistas, como um fórum plural, suprapartidário e amplo. Ele deve ocorrer, sempre que possível, em diferentes capitais para que um número maior de unidades da Federação tenha contato com esse evento e com o universo da blogosfera.

7. Lutaremos para instituir núcleos de apoio jurídico aos blogueiros progressistas, no âmbito das tentativas de censura que vêm sofrendo, sobretudo por parte de setores políticos conservadores e de grandes meios de comunicação de massas.

São Paulo, 22 de agosto de 2010.


Para ler o relatório dos grupos, as moções e a prestação de contas do 1º Encontro Nacional, realizado na capital paulista, vá diretamente ao Viomundo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

AS OPINIÕES CONVERGENTES




Estava ficando preocupado com a enxurrada de spam na rede difamando a Dilma e navegando na net encontrei este texo que postei abaixo que me inspirou a escrever minha opinião sobre este tema eleitoral e o poder da midia no brasil. 
Compreendo este sentimento de atacar reputações, pois já militei politicamente em coordenação de campanha, mas nunca vi uma guerra como esta., brasileiros são pacíficos e tolerantes por natureza.  
No Brasil os poderes instituídos são três o legislativo, executivo e judiciário e no Brasil real existe o quarto poder que é o midiático ao qual nas ultimas décadas adquiriu um status de guardião da moral e dos homens bons, com um poder real de criar reputações e destruí-las com menos de 30 segundos, a diferença basica é que o cargo de chefe é da familia onde nem sempre o melhor preparado senta da cadeira, como exemplo a famila frias da folha de são paulo.
Acho que todos tem direito ao sucesso, não sou contra os grandes meios de comunicação, gosto de novela da globo e de outros programas e das revistas semanais menos da veja ao qual tenho repulsa a mais de 10 anos, o que sempre defendi é a democratização das comunicações acesso a transmissão ter o direito de ser ouvido, as regras existentes não são as ideais precisa de mudança urgente o brasil precisa ter informação mais regional independente começar a criar conteúdo e nestas regras é impossível ter uma TV local ou mesmo regional.
Mas este debate não interessa ao quarto poder, porque dividir o bolo se ele é somente meu. Este é o pensamento da globo e faz uma pressão intensa nos três poderes ameaçando suas reputações se ousarem tocar no assunto.
Isto aconteceu esta semana quando o presidente Lula em discurso de campanha reclamou e afirmou que a mídia está informando mal a população que ele foi perseguido pela mídia nativa de tal forma que passou a ser conhecida como PIG(Partido da Imprensa Golpista- citação de Paulo Henrique Amorim), está sendo atacado pela mídia paulista de querer cercear a liberdade deles de criticar o governo, concordo que eles tem todo direito de criticar quem eles quiserem, sempre baseado no principio da ética jornalistica que é publicar a verdade e não construí-la, mas também as pessoas criticadas tem que ter o direito de defesa garantido nas leis e o lula tem todo o direito de criticar quem ele quiser ou o lula por ser presidente fica proibido ter qualquer opinião divergente da pauta colocada pela mídia, tem que apanhar calado, que democracia é esta defendida que só de um lado só tem direitos e do outro somente deveres (eu e 98% da população).
A grande frase que mais vi até agora nos sites do PIG é "Estão querendo cercear a liberdade de expressão, censurar a imprensa" e isto vale ate para jornalistas que ousaram questionar os chefes das famílias e isto acabou que que está sendo muito bom para o Brasil que pela internet criaram suas próprias estações de noticias multimídia como o Azenha, Paulo Henrique, Nassif, Rodrigo Viana só para citar alguns, que no meu ver estão se tornando os generais desta grande batalha que vai acontecer por estes dias e como soldado faço parte desta batalha como participante dos blogueiros Sujos segundo o serra ou como prefiro blogueiros independentes que criam um contra ponto as matérias que circulam na rede, o que não tem agradado a quem não suporta ser questionado que é o caso do serra, da folha, da globo...


Como arma principal neste momento e tentar implantar o medo o terror e conseguir muitos soldados kamikases e homens bomba para a linha de frente e principalmente pautar o assunto do dia de preferencia criando um novo escândalo se possível com uma pilha de dinheiro porque pilha de dinheiro sempre funciona, esta é a pauta da semana que vem reta final da eleição.
Então qualquer um que criticar ou sequer questionar o PIG corre o risco de sua reputação desconstruída num piscar e olhos, então o PIG criou uma lei como legislador “è proibido criticar ou questionar o PIG, isto atenta contra o direito de liberdade de expressão e a democracia brasileira, sabemos o que bom para vocês e o Brasil".
Forças dos dois lados estão se movimentando quantas mentiras lançadas na biografia da Dilma e a inocência das pessoas em acreditar nela e a mídia ao invés de informar a verdade ( o que não significa defender) reforça colocando mais duvidas e instigando movimentos diversos em uma marcha de intolerância de classes e  isto não é bom, a história nos prova que o resultado desta atitude para manter o poder é trágico e sangrento e somos de paz, construída com muito sacrifício, não podemos cair nesta conversa que só interessa a este grupo para se manter no poder (que a meu ver não está atendendo a demanda de informação atual que é a imparcialidade ou assumir sua posição abertamente, a verdade acima de tudo).
Concluindo sou a favor da democracia da liberdade de imprensa e acredito que quem produzir um bom conteúdo tem lugar no mercado e direito de transmiti-lo e quem não quiser assistir mude de canal.
Executando meu direito de liberdade de expressão adquirido constitucionalmente pelas leis brasileiras de criticar os grandes meios de comunicação, sem que isto seja um atentado a liberdade de imprensa.
Denilson Bramusse

Chega de Manipulação
 
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